terça-feira, 6 de abril de 2010

Documentário francês sobre a amarula, fruto africano

Uma vez por ano esta árvore produz o fruto amarula, delicioso mas com um teor elevado de álcool (17%).

Nessa época os animais deslocam-se para o comerem, e o mais engraçado é que se ajudam uns os outros para o degustarem... e ficam com uma grande bebedeira! Não sabiam desta pois não? Também julgavam, tal como eu que apenas o bicho Homem tomava a piela?! Realmente a mãe Natureza surpreende-nos cada dia com mais e mais novidades.

Deliciem-se a ver o vídeo!!!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Gripe A

Vídeo didáctico para crianças

Também podes ver:

"Sem abraço, sem beijinho, sem aperto de mão... " sem nada!

Está giríssimo!!!

http://www.youtube.com/watch?v=k9kf5n3Wmh4

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Jogos populares da minha terra


Revivalismo...


Arrebenta balões


Material: * balões
* farinha
* água
* pau
* fio
* prémios

Regras: Podem jogar os jogadores que quiserem, mas só um de cada vez. Penduram-se os balões: um com água, outro com farinha e um terceiro com um prémio. Tapam-se os olhos ao jogador com um pano e, de olhos vendados, com um pau na mão, ele tenta arrebentar o balão que tem o prémio.



Cabra-cega

Material: * um lenço
* 3 ou mais jogadores .

Regras: Um jogador venda os olhos àquele jogador que, com olhos vendados, tentará apanhar um dos outros. Quem descobrir os outros jogadores com os olhos vendados ganha. O jogo demora 15 minutos .


Corrida de sacos


Material:

* 2 ou mais sacos de ráfia.
* 2 ou mais jogadores .
* giz

Regras: Risca-se no chão o local de partida e de chegada. Cada pessoa enfia-se dentro do seu saco, coloca-se em posição vertical, segura com as mãos as abas do saco, e só quando o juiz do jogo dá a partida é que podem correr, aos saltos, até à meta . Quem chegar primeiro ganha.

Pontuação: o a 20 pontos.

Dá-me lume


Material:

* um giz
* um pau
* 3 ou mais jogadores

Regras: Faz-se um círculo para cada pessoa, menos para uma que vai andar à roda de cada círculo a pedir lume com um pau. Enquanto essa pessoa pede a um jogador lume, as outras que estão nos outros círculos mudam (trocam) para outro círculo. Se a pessoa que está a pedir lume, entretanto, conseguir entrar num círculo momentaneamente vago, a outra que ficou de fora substitui-a a pedir lume. Qualquer jogador pode começar o jogo. O jogo demora o tempo que nós quisermos e ganha quem tiver mais pontos .

Esconde-esconde

Material: * 3 ou mais jogadores

Regras: Um dos jogadores mucha e os outros escondem-se e o jogador que estava a muchar vai ter de os encontrar os que estavam a muchar. Depois vai ter de ir a correr ao lugar onde muchou e dizer 1, 2, 3 e o nome da pessoa. O jogo dura mais ou menos 20 minutos e ganha quem se livrar. Inicia-se o jogo quando um jogador começa a muchar.


Fita-azul

Material:

* uma fita azul

*5 ou mais jogadores

Regras: Faz-se uma roda, vai um ao meio e, depois, começa-se a andar à roda do que está no meio. Inicia-se o jogo quando alguém vai ao meio. O jogo demora 5 minutos.


Lencinho


Material : * um lenço
* 5 ou mais jogadores


Regras: Faz-se uma roda , um dos elementos fica de fora e anda á roda com o lenço, deixa-o cair atrás de alguém , depois foge e o outro que ficou com o lenço tenta apanhá-lo. A pessoa que está com o lenço é que inicia o jogo. O jogo dura 15 minutos e ganha quem apanha o lenço e caça quem o deixou cair.

Malha

Material: * quatro malhas
* dois mecos
* quatro jogadores

Regras : Um dos jogadores atira a malha e tem de tentar acertar no meco ou ficar perto dele. Coloca-se os mecos a 1 metro de cada jogador. Demora 15 minutos. Atira-se à sorte a ver quem começa o jogo. Ganha quem tiver mais pontos e acertar no meco.

Pontuação: 1 ponto se ficar perto do meco .
3 pontos se acertar no meco .
15 pontos muda-se de campo.
30 pontos acaba o jogo .

Pau ensebado

Material:

* um pau alto
* sebo
* um prémio
* jogadores

Regras: O pau é ensebado e na ponta deste coloca-se o prémio .Só pode jogar um de cada vez e as regras do jogo são :cada jogador tenta subir o pau, até conseguir chegar ao prémio, vencendo, e ganhando, deste modo, o prémio. O primeiro a subir ao pau inicia o jogo. O tempo que dura é de 20 minutos .


Pedreiro

Material:

* 3 pedras
* 3 paus
* giz
* 2 jogadores

Regras: Temos de fazer um quadrado no chão e dentro um asterisco. A seguir mete-se uma pedra ao meio, vai-se jogando sem deixar o companheiro fazer 3 em linha. Quem inicia o jogo é o das pedrinhas. Dura 10 minutos e ganha quem fizer 3 em linha .


Pião

Material: um pião e uma baraça (cordel).

Regras: Primeiro faz-se um círculo no chão com um metro ou um metro e meio de raio; depois, o concorrente, de acordo com a ordem indicada, lança o pião com uma das mãos para dentro do círculo, sem deixar escapar a baraça que enroscara à sua volta. É permitida uma segunda tentativa.
Joga um elemento de cada equipa, saindo vencedor o que conseguir fazer rodopiar durante mais tempo o pião sem sair do círculo.

Pontuação: de 0 a 50 pontos.

Sueca

Material: * um baralho de cartas
* dinheiro (não é obrigatório)
* 4 jogadores

Regras: Baralham-se as cartas e dão-se 10 a cada jogador. É obrigatório assistir se tiver, existe uma pinta que é o trunfo. O grupo que fizer mais pontos ganha .A pontuação faz-se contando o valor das cartas . O jogo demora cerca de uns 10 minutos .

sábado, 18 de julho de 2009

História para crianças, em vídeo

http://flocos.tv/curta/a-flor-mais-grande-do-mundo/

1º Prémio de Cinema Ecológio

Título: A flor mais grande do mundo
Autor: José Saramago

sexta-feira, 17 de julho de 2009

POESIA... fala por mim...

NUNCA ESTEVE TÃO ACTUAL!

A poesia de Rui Barbosa (poeta brasileiro), apresentada a seguir, poderia ter sido escrita hoje, sem mudar uma palavra.

SINTO VERGONHA DE MIM

Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte deste povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-Mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o 'eu' feliz a qualquer custo,
buscando a tal 'felicidade'
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos 'floreios' para justificar
actos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre 'contestar',voltar atrás
e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.

Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir o meu Hino

e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar o meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo deste mundo!

'De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
A rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto'.

Rui Barbosa

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Zé da Costa, mestre da Banda dos BV de Famalicão

Zé da Costa
Desde pequenina que oiço falar no avô materno da mãe com muita admiração e carinho. Em casa da avó Justina até havia um retrato dele de meio corpo com o traje de bombeiro! E quando a avó faleceu, da corporação pediram uma cópia do tal retrato...
Era mestre da banda de Música da Associação dos Bombeiros Voluntários de Famalicão, falado nos jornais, nos escritos de Vasco de Carvalho, e durante muito tempo recordado por familiares e conhecidos, pela fama que grangeou com sua Banda, mas também pelas peças musicais que escreveu, tendo, inclusive, ganho um prémio com uma música de sua autoria num concurso de bandas em Espanha. Afirma Vasco de Carvalho “celebrou-se como regente desta Banda, e foi autor de algumas peças próprias para este género musical.”E onde param essas peças? Que é feito delas? Continuam a ser tocadas? E a quem atribuem o autor?
José Maria da Costa era natural de S. Tiago de Antas, filho do tamanqueiro José Rodrigues da Costa e de Ana Joaquina da Silva residentes nesta freguesia. Teve uma alfaiataria e uma padaria, mas destacou-se como músico.
Casou por duas vezes e de ambos os matrimónios teve filhos. A segunda vez que se casou foi com a brasileira D. Balbina Ferreira Barbosa, conhecida por D. Binoca, filha de um emigrante famalicense no Brasil pra onde terá ido com cerca de dois anos de idade, segundo contava a filha Iracema.
Em 1917 terá tocado o Hino da monarquia, na Trofa, já em plena República, e desde então entrou em descrédito como homem e músico. Faleceu na Rua Direita de endocardite crónica, com 64 anos, à 1h30m, de 24 de Fevereiro de 1921.

domingo, 7 de junho de 2009

Mexam-se... também vos diz respeito!!!


Quero ser livre e poder votar em gente de carácter...
Quero ter direito ao trabalho e ao pão...
Quero continuar a viver Abril!
Não quero ver mais podridão!...


Na primeira noite, eles aproximam-se
e colhem uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.


Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam o nosso cão.
E não dizemos nada.


Até que um dia, o mais frágil deles,
entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,
e, conhecendo o nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.


E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.

Maiakovski

Primeiro levaram os negros,
Mas não me importei com isso,
Eu não era negro.

Em seguida levaram alguns operários,
Mas não me importei com isso,
Eu também não era operário.

Depois prenderam os miseráveis,
Mas não me importei com isso,~
Porque eu não sou miserável.

Depois agarraram uns desempregados,
Mas como tenho o meu emprego,
Também não me importei.

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

Bertold Brecht (1898-1956)